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SÉCULO 21: NOVO FUTURO

Guias Mutantes: 50 Anos de Grande Prémio de Macau

Realizado pela primeira vez em Novembro de 1954 como uma corrida para amantes locais do desporto automóvel, o Grande Prémio de Macau veio a transformar-se naquele que muitos consideram a melhor prova em circuito urbano do mundo. Seguidamente, apresentamos alguns dos pontos altos dos últimos 50 anos.


Século 21: Novo Futuro

2000
Macau foi palco de muita celebração depois do 47º Grande Prémio de Macau. André Couto conseguiu o resultado perfeito em frente aos seus conterrâneos, tendo dominado a pressão intensa do italiano, Paulo Montin, e conquistado uma vitória há muito tão esperada. Logo no início da segunda manga, Couto ultrapassou o homem da pole, Pierre Kaffer, e passou a liderar a corrida ao entrar na Curva do Lisboa. No entanto, na quinta volta, Montin tentou uma manobra ousada e conseguiu conquistar a segunda posição. O piloto japonês, Ryo Fuluda, mostrou ter melhorado a sua marcha para agarrar subitamente o terceiro lugar de Kaffer na oitava volta. O holandês, Patrick Huisman ganhou ambas as mangas da corrida da Guia, depois do seu mais forte rival não ter conseguido terminar a corrida. A acidentada corrida, viu o piloto de Hong Kong, Henry Lee Junior conseguir o segundo lugar e o britânico, Simon Harrison, o terceiro. O Grande Prémio de Motos viu Michael Rutter conquistar a sua segunda vitória em três anos, mas não antes de uma luta renhida com o seu conterrâneo David Jefferies. Jefferies terminou em segundo lugar, mas conseguiu um novo recorde, ao bater o conseguido por Rutter em 1998 por sete décimos de um segundo. Terminando na terceira posição, o americano, Mark Miller.

2001
O piloto japonês Takuma Sato foi a figura mais em evidência do ano no Grande Prémio de Macau. Em 2000, um acidente logo na primeira manga colocou-o fora da competição em Fórmula 3. Apesar de ter um contrato já assinado com a Jordan para a Forméla 1 em 2002, o japonês estava decidido a conquistar primeiro uma vitória no Circuito da Guia. E, assim o fez... De modo categórico, ele transformou a éltima corrida de Fórmula 3 em uma das melhores da sua carreira. Pela primeira vez, desde 1985, um piloto já contratado para a Fórmula 1 competiu em Macau.

A presença de Sato não impediu o facto de Macau ter contado com uma das mais fortes grelhas de partida dos éltimos anos para o Grande Prémio de F3, com uma corrida preenchida com incidentes, cheia de drama e emoção até ao fim para os milhares de espectadores que a acompanharam. O francês Beniot Treluyer e o sueco Bjorn Wirdheim ocuparam respectivamente o segundo e terceiro lugares do podium.

O sueco iniciou o fim-de-semana das corridas com o melhor tempo de sempre no Circuito da Guia ao completar uma volta em 2:11,983 durante a segunda sessão de qualificação. Sem alterações significativas do motor nesse ano, o aumento da velocidade deveu-se essencialmente a melhores condições da pista e ajustamentos mecónicos.

Na Corrida da Guia, Duncan Huisman tirou partido de um erro do seu companheiro da equipa da BMW, Tom Coronel, quando este liderava a prova, para cortar a bandeira axadrezada em primeiro lugar, enquanto John McGuinness, à quarta tentativa, vencia o 35º Grande Prémio de Motos de Macau.

2002
Tristan Gommendy, campeão francês de Fórmula 3, teve de esperar até quatro voltas antes da bandeira axadrezada para agarrar a liderança e chegar à vitória no 49º Grande Prémio de Macau. O italiano Paolo Montin, vencedor na primeira manga, perdeu as esperanças após quase ter batido nas barreiras logo ao princípio da segunda manga e, em seguida, ser forçado a um pião pelo campeão japonês de F3, Takashi Kogure. Heikki Kovalainen, um talentoso jovem piloto finlandês, ficou em segundo, à frente da Kogure.

A Corrida Guia atraiu indiscutivelmente a mais forte lista de inscrições de sempre incluíndo os pilotos vencedores do Grande Prémio de Macau de F3, Andre Couto (2000) e Jorg Muller (1993), respectivamente, a par do britónico Tim Harvey, vencedor da Corrida da Guia em 1989. Todavia, o holandês Duncan Huisman levaria a melhor com a segunda vitória sucessiva em dois anos para a BMW, após liderança indiscutível ao longo das 12 voltas nas duas mangas, seguido de Nicola Larini, em Alfa Romeo, e Franz Engstler, com outro BMW, no segundo e terceiro lugares, respectivamente.

No 36º Grande Prémio de Motos, que decorreu no Domingo em vez de Sábado devido à chuva, Michael Rutter juntou-se ao grupo de corredores com três vitórias no evento, ao bater o anterior vencedor e seu mais directo adversário, John McGuinness. David Jefferies, que ganhou a corrida em 1999, ficou em terceiro lugar. Jefferies morreu de forma trágica, no ano seguinte, no decorrer do evento da Ilha de Man TT.

2003
O Festival do Jubileu do Grande Prémio de Macau, foi a maior celebração na história da cidade, que deu vida a Macau dia noite durante todo o mês de Novembro. As comemorações incluiram o Festival Internacional de Fogo de Artifício, que iluminou o céu com milhares de luzes espectaculares, o Festival de Gastronomia e Macau Fringe 2003. A juntar a tudo isto, máquinas de corrida do passado e presente estiveram expostas por toda a cidade, com os pilotos do Grande Prémio a surgirem em locais públicos e a terem encontros com a população.

A acrescentar ao mais impressionante alinhamento da história do Grande Prémio, tivemos outros eventos realizados em pista, incluindo uma demonstração, de cortar a respiração, do piloto Ralph Firman, vencedor de um dos Grandes Prémios de Macau de F3, ao volante de um Fórmula 1 da Jordan – pela primeira vez foi visto no Circuito da Guia um carro recente de F1. Os espectadores tiveram ainda a oportunidade de ganhar um lugar como passageiro de um Fórmula Renault de dois lugares para uma volta de arrepiar no circuito, e ainda serem passageiros na mota de Michael Rutter, quatro vezes vencedor do Grande Prémio de Motos, que se passeou pelo circuito com a moto suspensa em apenas uma roda.

O Grande Prémio decorreu ao longo de dois fins-de-semana, com uma adesão esmagadora de concorrentes do mundo inteiro.O primeiro fim-de-semana do Grande Prémio recordou o encanto do passado, com o Troféu do Aniversário do Grande Prémio e a Taça do Jubileu de Ouro, onde estiveram presentes alguns dos melhores exemplos de carros de corrida dos anos 50 e 60. O Troféu do Aniversário do Grande Prémio foi conquistado no último minuto por Frank Sytner ao volante de um Lola T70 Spyder, depois de uma disputa renhida com o britânico Simon Hadfield num Lotus 30. Denis Welch agarrou o terceiro lugar do pódio com o seu Lotus 23B. No entanto, Simon Hadfield virou os resultados na Taça do Jubileu de Ouro ao conseguir uma vitória dominante, apesar de quase ter colidido duas vezes na volta inicial da corrida. Frank Sytner cortou a meta na segunda posição, à frente de Denis Welch, que também subiu ao pódio pela segunda vez.

O Grande Prémio de Macau de F3, evento de cartaz - Taça Intercontinental de F3 da FIA, foi ganho pelo francês Nicolas Lapierre, com o australiano James Courtney, campeão da Fórmula 3 Japonesa, a ficar de coração despedaçado depois de sofrer um acidente na segunda manga a quatro voltas apenas do fim. Fabio Carbone conquistou o segundo lugar do pódio, depois de ter conseguido a pole position na primeira manga, com o terceiro lugar a ir para o japonês Katsuyuki Hiranaka.
A Corrida da Guia – SJM ficou completa com o holandês, Duncan Huisman, a agarrar uma histórica terceira vitória consecutiva e ajudar a BMW a manter o domínio do evento. No entanto, um incidente ocorrido na primeira corrida causou alguma polémica, quando na última volta deu-se uma colisão entre o companheiro de equipa de Duncan (Carly Morosport) e vencedor de um dos Grandes Prémios de Macau de F3, Jorg Muller e o seu rival mais próximo Simon Harrison ao volante de Honda. Muller acabou por ser multado pelo colégio de comissários, mas foi um soco para Harrison, desafio forte para os BMW. Outro piloto da BMW, Franz Engstler, subiu ao segundo lugar do pódio, a BMW também conquistou a terceira posição com Marc Hennerici.

No 37º Grande Prémio de Motos, Michael Rutter correu para a vitória, deixando a sua marca em Macau com quatro vitórias em seis anos. Michael Rutter liderou a corrida de 15 voltas do princípio ao fim ao comando da sua Renegade Racing Ducati, batendo o seu rival mais próximo, John McGuinness, vencedor em 2001, em mais de cinco segundos e meio e quebrando o recorde de volta mais rápida em quase um segundo. O terceiro lugar do pódio foi para o veterano escocês Brian Morrison numa Suzuki. Entretanto, o australiano Cameron Donald ganhou a classe 600 de Supersport ao recém-chegado Bruce Anstey da Nova Zelândia.

2004
O grande momento criado pelas comemorações do 50º Grande Prémio de Macau acelerou o ritmo em direcção a 2004 e, alguns meses antes da realização do 51º Grande Prémio de Macau, foi anunciado que o prestigiado evento iria receber uma segunda corrida da FIA. Em 2005, Macau vai receber a etapa final do Campeonato Mundial de Carros de Turismo da FIA (FIA WTCC), recentemente criado, o qual, a juntar ao Grande Prémio de Fórmula 3 – Taça Intercontinental da FIA, significa que a nata do desporto motorizado mundial vai correr lado-a-lado no mesmo programa que as futuras estrelas da Fórmula 1 num grande final de época, e tudo isto em Macau.

A 51ª edição do evento sofreu algumas alterações importantes no programa, já que os organizadores estão empenhados a melhorar continuamente este evento único de corridas. Pela primeira vez, foi realizada no Sábado à tarde uma Corrida de Qualificação para o Grande Prémio de F3, definindo a grelha para a corrida principal de 15 voltas, a realizar no Domingo.

Durante as edições anteriores do GPM, o Grande Prémio de F3 realizou-se sempre em duas mangas, e o vencedor tinha de completar todas as voltas de ambas as mangas para poder reclamar a vitória. Isto significava que o piloto que agarrasse a bandeira axadrezada na segunda manga não seria necessariamente o vencedor final. Contudo, com o novo formato qualquer piloto tem possibilidades de se tornar o vencedor da prova final, mesmo que não termine a Corrida de Qualificação. Assim, como previsto tornou-se no Grande Prémio mais importante da história de Macau.

A segunda alteração deu-se na Corrida da Guia que, em preparação para adoptar os regulamentos do WTCC da FIA para 2005, a prova realizou-se com duas mangas de oito voltas cada e pela primeira vez adoptou os regulamentos Super 2000 para entradas internacionais.

Outra melhoria verificada no programa de corridas foi no Grande Prémio de Motos, que integra os grandes especialistas em corridas de estrada, passando a realizar-se Sábado à tarde em vez de manhã.

O sucesso do Júbileu de Ouro do Grande Prémio de Macau foi tal, que os organizadores aproveitaram uma vez mais para mostrar aos milhares de visitantes esta cidade enérgica e, assim, organizaram o Festival de Desporto Motorizado – A Festa do Grande Prémio, com um programa de emocionantes eventos culturais, desportivos, gastronómicos e de entertenimento.

O grupo de pilotos que integrou a prova rainha do evento, o Grande Prémio de F3 – Taça Intercontinental da FIA, a taça mundial da categoria, agora reconhecida nos círculos internacionais do mundo do desporto motorizado como o salto para a Fórmula 1, foi aclamada como a mais competitiva na história de Macau. Não só participaram os campeões de quatro séries nacionais de F3, como ainda entre o enorme grupo de jovens de talento encontravam três filhos de anteriores campeões mundiais de F1 – Christian Jones, Nelson Piquet Junior e Nico Rosberg.

No Sábado, na Corrida de Qualificação, Lewis Hamilton mostrou dominar o grupo do Grande Prémio de Macau, depois de agarrar a liderança na primeira volta e manter-se naquela posição sem concorrência até ao final das 10 voltas. O britânico terminou a prova 2.2 segundos à frente de Nico Rosberg, com Alexandre Premat na terceira posição.

Na corrida de Domingo, foi Alexandre Premat quem triunfou sobre o grupo de intensa competição, depois de uma corrida repleta de incidentes, com dois períodos de Safety Car e a bandeira vermelha a terminar mais cedo a prova. O piloto francês aguentou a pressão intensa e mandar para casa o polaco Robert Kubica e o brasileiro Lucas Di Grassi.

O alemão Jorg Müller fez história na Corrida da Guia, quando ao vencer a prova tornou-se no primeiro homem a ganhar o Grande Prémio de F3 e a Corrida de Carros de Turismo no famoso Circuito da Guia. Ele ficou à frente do seu companheiro de equipa (BMW Team Germany) Andy Priaulx por apenas dois décimos de segundo, com o piloto da SEAT, Rickard Rydell a ficar no terceiro lugar.

A prova de duas rodas não foi menos emocionante quando Michael Rutter, numa Honda CBR1000, conquistou três vitórias consecutivas ao vencer o 38º Grande Prémio de Motos – Hotel Fortuna.

O corredor de 31 anos de idade de Kirby Mallory Leicestershire teve que dar no duro para conseguir a vitória, a quinta na sua carreira neste clássico do Oriente, depois do seu adversário, John McGuinness (Ducati Monstermob 999cc), o mais rápido nos treinos, ter tomado a liderança no início da corrida de 15 voltas.

Rutter admitiu ter pensado que o seu adversário estaria muito frente e que seria difícil apanhá-lo na primeira volta, quando a distância entre os dois era de já de cerca de um segundo e meio, mas decidiu dar o seu melhor e esperar que McGuinness cometesse um erro.

Rutter viu oportunidade em agarrar a liderança na oitava volta quando McGuinness, piloto de 32 anos de idade de Morcambe Lancashire, foi mais devagar do que o normal na recta mais rápida em direcção à curva do Lisboa, aí Rutter aproveitou e ultrapassou na altura de travagem. McGuinness recusou dar uma vitória fácil, ficando apenas a meio segundo de distância de Rutter ao cruzar a bandeira axadrezada.

Também foi um excelenete dia para a equipa de Paul Bird Monstermob Ducati, com o piloto escocês de 21 anos de idade, Stuart Easton a terminar na terceira posição.

A juntar aos três grandes eventos de cartaz, houve um programa repleto, como sempre, de emocionantes corridas de patrocínio para pilotos locais, regionais e internacionais de monolugares, carros de turismo, saloon e desportivos.

Fok Man Ip conquistou a vitória no Troféu Hotel Fortuna, prova para corredores de Macau, com Ho Kai Chung e Wong Kiang Kuan na segunda e terceira posições respectivamente.

Kenny Chung Chik Wai venceu a Taça 4ºs Jogos da Ásia Oriental, Macau, de corrida de 10 voltas aberta a pilotos de Hong Kong, seguido de Chan Wing Shiu e Leung Wing Keung.

Na Taça CTM, saloon cars do Grupo A e aberta a pilotos internacionais, foi o tailandês Grant Supaphongs que surgiu como vencedor da prova, seguido por Chung Wai Hang e Man Kam Fung de Hong Kong.

A 2ª edição da Taça Comissão do Grande Prémio de Macau para Scooters e aberta a residentes de Macau, foi ganha por Lio Kin Chong, com Lai Kit Man e Ao Sek Kai na segunda e terceira posições, respectivamente.

Cheong Lou Meng, piloto de Macau, venceu a Fórmula Renault Asiática – Pneus GT, a segunda corrida de monolugares integrada no programa, e apontado como estímulo para os jovens corredores. Atrás de Cheong ficou Bruno Senna, sobrinho do grande Ayrton Senna que venceu o primeiro Grande Prémio de F3 de Macau em 1983. Bruno está a começar a sua carreira no mundo do desporto motorizado, e foi uma experiência cheia de emoção competir em Macau e subir ao pódio. Na terceira posição ficou o piloto americano Scott Speed.

Na etapa final da Taça Porsche Infineon Carrera da Ásia, o piloto da Crest Jaseri Racing, Rizal Ramli, conseguiu transformar a sua pole position numa emocionante vitória no Circuito da Guia. O piloto malaio de 28 anos de idade, a correr pela primeira vez em Macau, não cometeu um único erro no exigente circuito para agarrar uma vitória bem merecida.

Mathew Marsh, piloto da A-HA Racing, cruzou a meta na segunda posição depois de uma corrida de 10 voltas que foi um verdadeiro drama, ao segurar o título do campeonato depois de uma época fenomenal. Na terceira posição ficou o herói de Hong Kong e piloto da Team Infineon-Novellus, Charles Kwan, no seu último sprint da sua carreira. Apesar de ter falhado a grande vitória, Kwan, um dos pilotos mais respeitados na Ásia e vencedor da Corrida da Guia em 1993, deixou a sua marca na corrida ao fixar a volta mais rápida – 2:31.956.

O 51º Grande Prémio de Macau foi considerado por todos um enorme sucesso, mas os organizadores estão conscientes que 2005 vai representar um marco na história do Grande Prémio, com o programa mais prestigiado de sempre nos 52 anos de vida do evento.O mundo vai estar atento, mas Macau vai estar pronto.

2005
O 52º Grande Prémio de Macau foi um marco na história deste evento ao incluir a última e decisiva ronda de um campeonato mundial – o Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA. A inclusão deste novo evento ao já impressionante programa de corridas resultou indiscutivelmente no melhor fim-de-semana do desporto motorizado internacional que Macau alguma vez organizou.

O evento foi recebido como um tremendo sucesso entre os orgãos de comunicação social, espectadores, patrocinadores e participantes e marcou o início de uma nova era na mais famosa corrida motorizada da Ásia.

Depois de uma corrida emocionante no Domingo, foi o Brasileiro Lucas di Grassi quem alcançou a vitória no Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 e na Taça Intercontinental de Fórmula 3, perante o olhar atento de um número recorde de orgãos de comunicação social. A estrela de 21 anos, da Formula 3 Euroseries, terminou a corrida de qualificação em terceiro atrás do Francês Loic Duval e do Polaco Robert Kubica, e de forma dramática roubou a liderança no Grande Prémio ao seu rival Kubica quando faltavam 2 voltas para acabar a corrida.

A batalha pela vitória ficou em aberto logo desde o inicio quando o detentor da “Pole Position” foi penalizado por ter feito falsa partida. Duval conseguiu gerir a liderança desde o início e alcançou, logo na primeira volta, uma impressionante vantagem de 2.2 segundos para a segunda posição. No entanto os comissários de prova decidiram penalizá-lo com uma passagem pelas boxes, fazendo com que descesse muito na classificação, acabando a corrida em 6º lugar.

A penalização fez com que a luta pela liderança ficasse nas mãos de di Grassi e de Kubica que protagonizaram uma emocionante batalha durante toda a corrida. Kubica parecia certo para a vitória mas à volta 10 o “Safety Car” entrou em pista no seguimento de um acidente que envolveu 3 carros. Quando a corrida recomeçou, à volta 14, com a saída do “Safety Car” di Grassi aproveitou a oportunidade para ultrapassar Kubica alcançando assim a primeira posição, que manteve até à bandeira de xadrez.

O Alemão Sebastian Vettel ficou na 3ª posição à frente do duo da equipa TOM, João Paolo de Oliveira e Kazuki Nakajima.

Naquela que foi a derradeira e decisiva ronda, Macau recebeu dos melhores pilotos de carros de turismo do mundo, onde 3 deles – Dirk Müller, Andy Priaulx e Fabrizio Giovanardi – tinham igualmente a oportunidade aclamar o 1º Campeonato do mundo de carros de turismo da FIA

As duas corridas do FIA WTCC LG – Corrida da Guia de Macau– Apoio Sociedade de Jogos de Macau, S. A. superaram as expectativas, deixando todos os espectadores de pé.

Augusto Farfus Jr., da Alfa Romeo, ganhou a primeira manga, que foi reiniciada depois de uma grande colisão em cadeia no Lisboa. O heroi de Macau, André Couto, assim que a corrida foi reiniciada teve um acidente logo na volta inicial.

Farfus tomou a liderança na volta 5 e adoptou uma condução defensiva sob pressão de Priaux, o líder inicial. Apesar do Brasileiro ter baixado o ritmo de corrida na frente tentando ajudar o seu companheiro de equipa, Giovanardi, a subir na classificação, mas tudo correu mal ao Italiano que na penúltima volta quando bateu numa altura em que estava em 6º lugar.

Com o segundo lugar Priaulx, num BMW, retirou as esperanças de Giovanardi em ganhar o titulo, mesmo antes da corrida começar. Entretanto, as esperanças de Priaulx de ganhar o titulo aumentaram quando na última volta o carro do rival Dirk Müller sofreu um problema mecânico, levando o alemão a cair do 4º para o 10º lugar, deixando-o a 7 pontos de Priaulx na corrida para o título.

Rickard Rydell acabou em 3º, e com a grelha a ser invertida na segunda manga fez com que Priaulx arrancasse da 7º posição e Peter Terting, da SEAT, da “Pole”.

Ao vencer a última manga do FIA WTCC de 2005, o holandês Ducan Huisman quebrou o recorde de Macau, elevando o seu palmarés para 4 vitórias, no circuito da Guia. No entanto, toda a atenção estava centrada no segundo classificado, o seu companheiro de equipa na BMW, Priaulx que ganhou o título de campeão do Mundo.

Cedo na corrida, o britânico assegurou a sua coroa de campeão quando o seu único rival bateu com o carro na terceira volta.

Na partida Huisman ultrapassou o homem da pole, Terting, e Priaulx estava apenas a um segundo quando o “Safety Car” entrou à 6ª volta em consequência de uma colisão entre 4 carros na curva do reservatório.

No reínicio da corrida, à 10ª volta, Priaulx tentou a ultrapassagem a Huisman mas não conseguiu encontrar uma passagem e depois de conseguir colocar-se na traseira do carro deste, na última volta, teve de ficar em formação devido às exibição de bandeiras amarelas no circuito.

Alain Menu, pela Chevrolet, ficou em 3º mas foi posteriormente desqualificado por questões técnicas. O que deixou Augusto Farfus Jr., da Alfa Romeu, em terceiro da geral à frente do piloto da BMW, Alex Zanardi.

No 39º Grande Prémio de Motas a expectativa era grande, pois o britânico Michael Rutter embarcava na sua conquista para igualar o recorde de seis vitórias em Macau, em duas rodas, pertencentes ao foguete Ron Haslam.

A campanha de Rutter teve um bom começo quando este alcançou a “pole position” para a corrida de 15 voltas. O piloto, de 32 anos, numa Honda Red Bull de 1000cc liderou a corrida do inicio ao fim, marcando um ritmo mais rápido que todos os seus rivais, e cortou a meta em grande estilo, marcando assim o seu lugar na história do Grande Prémio de Macau.

No fim da corrida, Rutter já tinha uma diferença de 16.6 segundos sobre o segundo classificado, o compatriota John McGuinness, também numa Honda. O escocês Les Shand tendo iniciado a corrida na 5ª posição ainda conseguiu alcançar e ultrapassar o gaulês Ian Lougher, na volta 9, para assim obter o último lugar do pódio.

Outro escocês, Steve Allan, venceu na classe Supersport 600cc depois de ter fixado, nesta classe, um novo recorde de pista ao fazer 2:31.625 segundos. Callum Ramsay desperdiçou o segundo lugar ao cair na derradeira volta, permitindo a Ian Hutchinson, que fazia a sua estreia em Macau, de obter o segundo lugar da classe apenas a 3 centésimos de segundo à frente do australiano Cameron Donald.

As corridas de suporte do 52º Grande Prémio de Macau também foram palco de emoções fortes e de competição feroz.

Na corrida da taça dos 2 os Jogos Asiáticos em Recinto Coberto foi Wong Kwai-Wah quem tomou a dianteira logo na primeira volta e não mais teve de olhar para trás, obtendo assim uma convincente vitória na competição destinada aos pilotos de Hong Kong. Billy Lo Kai-Fung acabou em segundo à frente de Wong Ka-Hong.

O Troféu Hotel Fortuna, para pilotos de Macau, foi ganho por Daniel Amante Gomes. Leong Hen-U, que arrancou da 8ª posição, foi segundo classificado, enquanto que Ho Wai-Kun foi terceiro.

Kenneth Look, na corrida de Carros de Turismo Asiático – Taça CTM, parecia ter o título garantido, mas a três voltas do fim protagonizou um sensacional despiste deixando o companheiro, o piloto de Hong Kong Yau Wing-Choi, herdar a liderança e ganhar a corrida. Fung Man-Wai foi segundo enquanto Cheong Chi-Loi acabou em terceiro.

A terceira edição da Taça da Comissão do Grande Prémio de Macau de Scooters, para residentes de Macau, foi mais uma vez um tremendo sucesso. Lai Kin-Fei ganhou a corrida ao construir uma extrordinária liderança de 38.5 segundos até à bandeira de xadrês. Em segundo ficou Tou Mou-Heng, seguido de Chan Kin-Fai em terceiro.

A corrida da Fórmula Renault Asiática Honghe foi frenética em pista, proporcionando grandes emoções aos aficionados das corridas, com o líder regional júnior em monolugares a disputar a vitória em frente da comunidade automóvel internacional.

Foi uma corrida bem sucedida para os pilotos japoneses, com 5 no top 6, onde Hyroyuki Matsumura ficou em primeiro, seguido dos compatriotas Kazuya Oshima e Koudai Tsukakoshi.

Henry Lee Junior foi o melhor entre os não japoneses ao terminar em 5º, enquanto que o italiano Luca Persiani terminou em 7º à frente do australiano Aaron Caratti.

Na ronda final da Taça Porsche Infineon Carrera Ásia foi o piloto de Hong Kong Darryl O’Young que levou a vitória para a equipa Jebsen. Foi uma bem merecida vitória para este jovem piloto, de 25 anos, que arrancou do primeiro lugar da grelha e apenas perdeu a liderança por breves momentos para o britânico Nigel Albon, que bateu na altura em que liderava a corrida. Em segundo ficou o tailandês C. Nattavude, enquanto o campeão em título Matthew Marsh terminou em terceiro.

Marchy Lee, de Hong Kong, piloto VIP da Porsche Asia Pacific cortou a meta em 4º lugar à frente de Jonathan Cocker, de 19 anos, piloto permanente da série que ao mesmo tempo assegurou o título do campeonato de 2005.

2006
O constante crescimento da qualidade da acção em pista, das infraestruturas, do número de visitantes que chegam à cidade e do nível do apoio dos patrocinadores, fez do 53º Grande Prémio de Macau o melhor de sempre.

No Grande Prémio de Fórmula 3 Polytec, a Taça Intercontinental de Fórmula 3, foi o campeão de Fórmula 3 britânico, Mike Conway, que provou ser o melhor dos melhores de 2006, no que foi um sensacional fim-de-semana para o pilotos britânicos, onde Andy Priaulx defendeu com sucesso a sua coroa de campeão alcançando o seu segundo título de campeão do mundo de carros de turismo, em tantos anos quantos os de existência deste campeonato, num campeonato quase insuportável de aguentar tal foi a enorme disputa pelo título!

Logo na primeira volta , Conway tomou a liderança na curva do Hotel Lisboa depois dos 3 carros da frente terem saído pela escapatória da curva. Depois de ter conseguido sair ileso deste incidente, cedo começou a marcar uma diferença de quase 1 segundo para o japonês Kohei Hirate, mas o “Safety Car” teve que entrar em pista, na segunda volta, na sequência de um embate na Curva dos Pescadores entre o campeão da “Euroseries”, Paul di Resta, e o piloto de Macau, Rodolfo Ávila

A corrida reíniciou à volta 5 e cedo Conway acelerou para mais uma vez ganhar vantagem, mas quase se arrependeu após o carro ter roçado a parede da Curva da Maternidade à volta 6 – deixando marcas de tinta amarela no seu pneu dianteiro direito.

A partir daí Conway geriu a sua vantagem, enquanto que os carros atrás de si estavam numa fantástica luta por posições. Hirate eventualmente perdeu a segunda posição numa dura investida de Richard Antinucci, mais tarde desceu para quarto ficando atrás de Adrian Sutil para depois bater na penúltima volta.

Antinucci terminou a corrida a 1.4 segundos de Conway, com o campeão do “All Japan Formula 3” Adrian Sutil a conseguir o terceiro lugar.

Na corrida de qualificação de Sábado, o japonês Kamui Kobayashi converteu a sua “pole position” numa reduntante vitória, acabando com uma vantagem de 3.3 segundos sobre o estoniano Marko Asmer.

As duas corridas finais que decidiram o Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA 2006 vinha sendo anunciada como a final mundial mais competitiva de sempre com um impressionante número de 9 pilotos a poderem sagrar-se campeões. Contudo, o campeão em título Andy Priaulx iniciou da melhor forma a sua campanha para a defesa do título quando logo na primeira corrida converteu a sua “pole position” numa dominante vitória, para assim assegurar a liderança na corrida ao título.

O piloto da BMW fez um bom arranque da “pole position” e apesar das tentativas feitas por Dirk Muller e Duncan Huisman, para roubar a liderança a Priaulx na aproximação à curva do Lisboa, este estava confortavelmente à frente no momento em que chegaram à zona de travagem.

Numa altura em que estava a preparar para se distanciar dos seus rivais, passou por um momento mais preocupante, na volta 2, quando foi forçado a reduzir a uma velocidade mínima na curva da Melco quando estava atrás de um muito lento Stefano D’Aste, mas ainda assim conseguiu acabar a corrida a uns confortáveis 1.020 segundos à frente de Huisman.

O resultado e os diversos problemas que os outros candidatos ao título tiveram deram ainda um maior incentivo às ambições de Priaulx em relação ao campeonato. O terceiro lugar de Yvan Muller não foi suficiente para o manter na luta pelo título, enquanto que as esperanças de Dirk Muller foram arruinadas quando, na primeira volta, este fez um pião por causa de Fabrizio Giovanardi na curva do Lisboa.

Os outros homens que ainda poderiam ganhar o campeonato depois desta primeira corrida eram Augusto Farfus Jr., que terminou em quinto atrás de Giovanardi, e Jorg Müller que ficou em sexto.

Jorg Müller dominou a segunda, e última corrida da época, mas não foi suficiente para impedir que o seu companheiro de equipa da BMW, Priaulx, ganhasse o segundo título mundial consecutivo.

Depois de fazer uma brilhante fuga logo no arranque, Müller avançou para a frente mas ficou logo sob pressão pelo seu rival pelo título Farfus Jr. que se colocou colado à traseira do seu carro. Farfus ainda conseguiu ficar lado a lado com Müller na entrada para a curva do Mandarin mas deu uma forte pancada nas barreiras de proteção danificando assim o carro, impossibilitando-o de continuar a corrida.

Isso fez com que o caminho ficasse aberto para Müller se distanciar na frente, mas mais uma vez o “Safety Car” entrou em pista depois de uma colisão, que bloqueou parcialmente a pista, entre Gabriele Tarquini e Rob Huff.

No recomeço da corrida, o segundo classificado Peter Terting da SEAT foi obrigado a abrandar quando teve uma falha no motor, fazendo com que os carros seguintes tivessem que se afastar só o podendo passar quando este encostou, o que resultou numa enorme vantagem para Müller, mantida até ao final da corrida.

Eventualmente o segundo lugar foi para Yvan Müller que lutou durante toda a corrida contra a longa pressão feita por Tom Coronel, o seu perseguidor mais directo.

Atrás dele, no quinto lugar ficou Priaulx, o que foi suficiente para este arrecadar o título a um ponto de Müller. Depois da longa luta com Fabrizio Giovanardi, sexto classificado, Priaulx afirmou que foi a “melhor e mais díficil” corrida da sua carreira.

Para a celebração da 40a edição do Grande Prémio de Motos de Macau foram convidados os anteriores campeões deste evento. Apesar de ter abandonado a competição há já alguns anos, e com a última das suas 6 vitórias de Macau ter sido em 1987, o lendário “Foguete” Ron Haslam não estava muito ansioso em ver o seu recorde de vitórias ser batido por Michael Rutter.

Rutter era favorito para levar a sétima vitória em 2006, mais uma que Haslam (mas como Haslam salientou, Rutter nunca poderá igualar o seu recorde perfeito de 6 vitórias em 6 tentativas), no entanto não estava escrito que assim fosse.

O britânico Steve Plater, aos comandos da “AIM Racing” Yamaha 1000 emergiu para a vitória no melhor 40º Grande Prémio de Motas – Hotel Rio que há registo. Cedo na corrida Plater conseguiu ultrapassar Rutter, apesar de uma acesa batalha, fazendo com que o já antigo recorde, de melhor volta em corrida, de Rutter fosse batido por 4 vezes. Plater assim que ganhou a liderança nunca mais a perdeu para Rutter até ao fim da corrida.

Apesar de ter sido muito prejudicado por ter apanhado um piloto mais lento a duas voltas do fim Rutter, aos comandos da “Stobart Motorsport” Honda 1000, ainda foi atrás de Plater até à bandeira de xadrês, conseguindo ainda ficar apenas a um segundo deste.

Um terceiro piloto britânico e companheiro de equipa de Rutter, Ian Hutchinson, ainda deu a impressão que poderia lutar pela vitória nos instantes iniciais da corrida, mas após perder o segundo lugar para Plater, este foi ficando para trás acabando em terceiro a 27 segundos do vencedor da corrida.

Na classe Supersport 600, Steve Allan bateu o escocês Callum Ramsay, ambos da Kawasaki “MSS Discovery Racing”. Foi o segundo ano consecutivo que este piloto conseguiu a vitória nesta classe, e foi depois desta que anunciou que estava à procura de uma Superbike para correr no Grande Prémio de Motas de Macau do próximo ano. O piloto de Hong Kong Cheung Wai On na sua própria mota Yamaha foi terceiro na classe mais baixa, a 20 segundos de Ramsay.

Para este aniversário, outros vencedores do passado se juntaram a Haslam, como o antigo campeão do mundo e vencedor em Macau em 1988, Kevin Schwantz, Mick Grant, o herói de TT que obteve 2 vitórias em Macau nos anos de 70 e 80 e Didier de Radigues, o campeão de Macau em 1991.

A juntar à nostalgia das celebrações foram feitas duas paradas, uma no sábado e outra no Domingo, com 60 motas antigas que foram trazidas propositadamente para Macau, onde 40 foram guiadas por antigos vencedores, por Peter Rubatto (que por diversas vezes subiu ao pódio em Macau) e por hérois actuais como Michael Rutter e John McGuinness.

De volta à pista, mais uma vez o fim de semana foi preenchido com uma mão cheia de corridas de suporte emocionantes.

Naquele que se tornou no melhor espectáculo de carros de turismo asiático, a CTM Taça Jubileu de Prata, o grande vencedor foi o piloto de Hong Kong Paul Poon, num Honda Civic EP3. O seu compatriota Kenneth Look foi segundo, seguido de Eurico de Jesus, ambos em Honda Integra DC5s.

No Troféu Hotel Fortuna, para pilotos de Macau, Chan Man Fong ganhou à frente de Chong Kin Wa e de Hélder de Assunção, enquanto que Chan Wing Shiu ganhou a Corrida de iniciados de Hong Kong – Macau 2007 – Taça dos 2os Jogos Asiáticos em Recinto Coberto, destinado exclusivamente a pilotos de Hong Kong, ficando Ko Tim Tak em segundo e Wong Ka Hong em terceiro.

A última ronda da Taça Porsche Carrera Ásia, época 2006, foi dominada por Danny Watts da “Gates GR Asia” vencendo a corrida de 10 voltas com uma vantagem de mais de 8 segundos.

Em segundo ficou Keita Sawa da “Cref Motorsports” que na sua estreia alcançou um impressionante lugar no pódio. O piloto da “Tomo Racing”, Shinixchi Yamaji segurou o terceiro lugar de um determinado Darryl O’Young, o novo campeão.

Na 4a edição da Taça da CGPM de Scooters, para residentes de Macau, Lai Lit Chau ganhou, numa Yamaha, na classe 70cc seguido de Ip Weng Keong, em Piaggio, e Lio Kin Chong numa Yamaha. Na classe 125cc foi Lao Ka Hou, numa Yamaha, que ganhou, enquanto que Lao Ka Hou, também em Yamaha, ganhou na categoria de 50cc.

Após ter juntado os melhores da Fórmula 3 e dos carros de turismo e ao prolongar por mais um ano o suspense da tentativa de Rutter para bater o recorde de Haslam, Macau vira a sua atenção para a preparação de mais uma memorável celebração que vai assinalar um grande marco da sua história - o Jubileu de Prata do Grande Prémio de Fórmula 3.

 

 

 

2007

O 54º Grande Prémio de Macau marcou o 25º aniversário do Grande Prémio de Fórmula 3 - a Taça Intercontinental da FIA de Fórmula 3, a comprovada rampa de lançamento para futuras estrelas da F1.

A lista de participantes foi sem dúvida a mais forte da sua história, os melhores jovens pilotos desta categoria estiveram presentes, como Bruno Senna, sobrinho da lenda do desporto motorizado Ayrton Senna. Bruno regressou a Macau pela terceira vez, apesar de ter subido aos GP2, tentando repetir o domínio alcançado pelo seu tio quando conseguia tirar a vitória aos pilotos como Gerhard Berger, Roberto Guerrero e Martin Brundle na primeira edição da prova de F3 em Macau, há 25 anos atrás.

Apesar do jovem Brasileiro, de 24 anos, se ter lesionado numa mão num acidente durante a corrida de qualificação de Sábado, não deixou de ser um evento emocionante.

Foi o britânico Oliver Jarvis, 3º no "All-Japan Formula 3 Series" desta época e vencedor da corrida de qualificação, que dominou o Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 em 2007, liderando todas as voltas e mantendo-se tranquilo durante todo o período em que o "Safety Car" esteve na pista, arrecadando assim a vitória no evento do Jubileu de Prata.

Jarvis fez um arranque perfeito da "pole position" para liderar até a curva do Hotel Lisboa e, apesar de quase embater no muro da primeira curva, imediatamente abriu uma vantagem para controlar a prova.

Largando também da primeira fila, o campeão britânico de Fórmula 3, Marko Asmer tinha conseguido arrancar a par de Jarvis, mas perdeu algum terreno na recta e caiu para trás de Kazuya Oshima e, em seguida, perdeu mais uma posição para Sam Bird na travagem para a primeira curva.

Asmer conseguiu recuperar a terceira posição no início da segunda volta quando se colou a Bird na recta da meta, vindo-o a passar na travagem para o Lisboa. Começou então a reduzir a diferença para o segundo classificado, Oshima, antes de o "Safety Car" entrar para a pista à sétima volta, quando o francês Frank Mailleux bateu fortemente no Ramal dos Mouros.

Jarvis foi perfeito no reinício da prova na volta 11, abrindo uma vantagem de um segundo para Oshima, enquanto atrás deste Asmer perdia o terceiro lugar para Kodai Tsukakoshi na aproximação da curva do Hotel Mandarim.

 Tsukakoshi ganhou mais uma posição na recta para o Lisboa na volta 13 quando passou Oshima pelo lado exterior - mas não teve velocidade suficiente para incomodar Jarvis.

Oshima terminou em terceiro, com Asmer a ser quarto classificado. O Brasileiro Roberto Streit foi quinto, com Sam Bird a ser sexto, James Jakes foi sétimo e Romain Grosjean recuperou dos problemas na corrida de Qualificação para reclamar um oitavo posto na bandeira de xadrez.

O título do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA foi decidido pela terceira vez no circuito da Guia de Macau, e Andy Priaulx arrebatou a sua terceira vitória consecutiva, em grande estilo, com uma vitória na segunda corrida de Domingo em Macau.

Seis dos maiores nomes dos carros de turismo chegaram a Macau para lutar pelo prestigiado campeonato após uma dramática penúltima ronda em Monza. A luta do título não poderia ter sido mais próxima, com o BMW de Priaulx e o SEAT de Yvan Müller empatados na classificação geral do campeonato e com Augusto Farfus, James Thompson, Jörg Müller e Nicola Larini todos em disputa pela coroa do título.

Alan Menu alcançou a vitória numa primeira corrida espectacular, mas todos os olhos estavam postos em Priaulx, que fez um oitavo lugar crucial enquanto seus rivais principais do título tiveram problemas.

Yvan Muller mostrou o caminho no início da corrida, que teve partida lançada, colocando-se à frente do homem da “Pole Position” Alain Menu. Apartir daí ele foi capaz afastar-se ligeiramente, mas Menu acompanhou-o e recusou-se a desistir da luta pela liderança. Atrás deles, Augusto Farfus da BMW no terceiro lugar enfrentou um desafio duro com Gabriele Tarquini da SEAT – e na volta 2 até houve contacto na traseira do seu BMW entre o Lisboa e S. Francisco.

Farfus perdeu tempo com o toque mas Müller e Menu foram perdendo distância e Farfus conseguiu alcançá-los – conseguindo mesmo ficar atrás deles nas últimas voltas da corrida.

Mas então o drama começou quando os stewards informaram que estavam a investigar o carro de Müller – por uma possível falsa partida, ao estar à frente de Menu. Mas à oitava volta, Müller viu-se forçado a parar com um possível problema mecânico – dando a liderança a Menu mas também atrasando Farfus o bastante para permitir que Tarquini se reaproximasse.

Tarquini atacou o segundo lugar e na travagem para a curva Lisboa o italiano tentou colocar-se no lado exterior de Farfus mas não conseguiu encontrar o caminho livre. Na curva seguinte Tarquini tentou de novo ao tentar cortar pelo interior da curva, mas Farfus defendeu-se de novo e os dois bateram um no outro. O Farfus foi embater nas barreiras protectoras e aí ficou, terminando assim o seu sonho pelo título mundial. Tarquini conseguiu continuar e acabou no segundo lugar à frente do Chevrolet de Rob Huff.

Estes incidentes ajudaram Priaulx a alcançar o 8º lugar que lhe daria um importante ponto na classificação mas mais crucial ainda que lhe daria a “Pole Position” para a segunda corrida.

Priaulx, na segunda e última corrida da época, arrancou bem da “Pole Position”, mas foi o seu rival pelo título, James Thompson, que fez a melhor partida ao disparar do terceiro para o segundo lugar, ultrapassando Nicola Larini.

Thompson mostrou que não estava para brincadeiras e pressionou Priaulx no ínicio, chegando mesmo, na primeira volta, a tocar na traseira do BMW na curva Melco.

Mas Priaulx conseguiu tranquilamente estender a sua vantagem e acabou por alcançar incontestavelmente a vitória – viu ainda, durante a corrida, as suas chances de conquistar o título aumentarem com a desistência do seu rival mais directo Yvan Muller.

Atrás de Priaulx, Thompson encontrou-se sob pressão. Na volta 5, Larini viu uma oportunidade no Lisboa e pareceu que os dois tiveram um ligeiro contacto à saída da curva. A luta entre os dois permitiu a aproximação do SEAT de Tiago Monteiro e acabaram os três a lutar ferozmente por uma posição.

Larini fez o seu movimento decisivo para segundo lugar no começo da volta sete quando este conseguiu apanhar um cone de ar na principal recta e entrou no Lisboa pelo lado interior de Thompson antes deste ter virado. Acabando a corrida 0.842 segundos atrás de Priaulx.

Depois de ter sido ultrapassado Thompson ainda enfrentou uma grande pressão por parte de Monteiro, mas foi capaz de manter-se no terceiro lugar, mesmo com a flagrante tentativa, à oitava volta, do rival português de o tentar passar por fora no Lisboa.

Na 41a edição do Grande Prémio de Macau de Motociclismo, Steve Platter reinvindicou a sua segunda vitória consecutiva.

Mas o piloto Britânico de 34 anos teve um grande golpe de sorte na 15a e última volta da corrida, quando o seu rival John McGuiness, em Stobart Vent Axia Honda, deparou-se com dois pilotos atrasados na curva Melco.

McGuiness, vencedor em 2001, estabeleceu um novo record do evento ao fazer uma volta a 2:26.096 segundos (a uma média de 150.80Km/h).

Platter, na sua AIM Racing Yamaha 1000, conseguiu ultrapassá-los e acabou a corrida com 4 segundos de avanço sobre McGuinness, que apenas pode ver Platter afastar-se quando ficou bloqueado pelos 2 pilotos que estavam a ter a sua própria luta.

Michael Rutter (AVIVA Kawasaki 1000), que estava à procura de bater o record de 7 vitórias, nem sequer teve a compensação de alcançar um lugar no pódio. Ele foi forçado a seguir em frente na curva do Lisboa, quando faltavam 3 voltas para o final, na altura em que o rival Austríaco, Thomas Hinterreiter (Austria Racing Team Yamaha 1000) se colocou ao lado deste aquando da aproximação à curva.

O Americano Jeremy Toye (Lee’s Cycles Racing Suzuki 1000) teve a sua melhor participação em Macau ao terminar em 4º lugar, a mais de 30 segundos do Top 3. Enquanto que, aos 21 anos de idade, Conor Commings o piloto mais novo a participar na corrida terminou no quinto lugar.

Steve Allan, de 33 anos, que veio de Perth na Escócia, foi o vencedor da classe 600 pela terceira vez consecutiva numa AIM Racing Yamaha 600. Ele bateu Rico Penzkofer (Austria Racing Team Yamaha 600) em mais de 12 segundos. Outro piloto escocês, Callum Ramsay (Solent Scientific Honda 600) foi terceiro.

Na corrida de abertura do fim-de-semana, a Taça Bel-Lago, Law Wai Lung alcançou a vitória à frente de Ko Tim Tak e com Wong Ka Hong a cortar a meta em terceiro.

O Troféu Hotel Fortuna foi ganho por um participante local, Chou Keng Kuan, no entanto dois acidentes que ocorreram ao mesmo tempo mas em partes distintas do circuito fez com que 4 voltas fossem completas com o “Safety Car” em pista. Leong Ian Veng da equipa Hong Racing foi segunda na corrida de 10 voltas. Enquanto que Wong Wan Long da equipa TIR Speed Club foi terceiro.

Na Taça CTM, foi por um fio para o piloto de Hong Kong Paul Poon, ao comando de um Honda Civic EP3. Com o “Safety Car” a entrar a meio da corrida aproximando todos os pilotos, Poon teve ainda que se enfrentar a ameaça constante do piloto Japonês Masaki Kano (num BMW 320i) conseguindo ainda assim defender com sucesso o seu título na Taça CTM. Em terceiro lugar ficou o extático piloto Macaense Daniel Amante Gomes.

Lio Kin Chong, numa Piaggio ZIP 50 SP 2T, lutou bastante para alcançar a vitória na 5ª edição da Taça da CGPM de Scooters à frente do piloto Ip Weng Keong. Em terceiro da geral ficou ainda Lai Kit Chau, em Yamaha CV 50 ZR, enquanto que o piloto veterano, e vencedor do ano passado na classe 125cc, Ip Lou Va ficou outra vez em primeiro na sua classe numa SYM Fighter 125. Em segundo ficou Ieong Weng Hong, em Yamaha Motociclo, e em terceiro Kouk Peng Kang também numa SYM Figther 125. Na classe 50cc, Cheong Sai Cheong foi o primeiro com o tempo de 16:11.286, numa Yamaha CV 50ZR, ficando Ng Tek Lon em segundo e Sio Ken Seng em terceiro.

Fez parte do fim-de-semana de corridas do Grande Prémio de Macau a última e decisiva ronda da Taça Porsche Carrera Ásia, onde Tim Sugden da GruppeM Racing’s arrecadou o título do Campeonato 2007 depois do rival Christian Jones da SCC Racing China ter embatido de forma dramática nas barreiras protectoras da famosa curva do Lisboa na penúltima volta da última corrida da época. Até essa altura, enquanto se encontrava no 4º lugar e Sugden em 7º, o Australiano tinho o título assegurado. Ao entrar para a última ronda os dois estavam separados apenas por dois pontos, e a desistência de Jones significou para o piloto Japonês Keita Sawa a sua segunda posição no campeonato pela segunda vez.

A corrida foi ganha por Darryl O’Young, de Hong Kong, conseguindo assim a sua segunda vitória nas ruas de Macau. A estrela da equipa Jebsen fez uma corrida sem erros, e apesar de ter sido ultrapassado por Danny Watts da GR Asia na penúltima volta os Stewards da corrida estes decidiram que o Britânico fez a ultrapassagem numa altura em que a bandeira amarela estava a ser mostrada, o que lhe valeu uma penalização de 30 segundos. Esta penalização atirou-o para o 5º lugar. Sawa cortou a meta em 3º alcançando assim o seu segundo pódio consecutivo em Macau, mas em consequência da decisão dos Stewards este acabou em 2º.

Marchy Lee, de Hong Kong, foi terceiro na classificação final, à frente de Nigel Albon da Team Vertu’s.














 
 
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